Para o vereador da Câmara de Penafiel, Henrique Martins, os concursos de produtos tradicionais realizados na Agrival — como a broa de milho, o pão de ló, a cebola e o melão casca de carvalho — são “âncoras fundamentais” para manter viva a tradição agrícola e homenagear a arte de quem produz na região do Tâmega e Sousa.

A Feira Agrícola do Vale do Sousa (Agrival) volta a afirmar-se como o grande palco da valorização identitária e gastronómica da região. À margem dos concursos de produtos locais, o autarca destacou a importância fulcral destes certames para preservar os sabores genuínos do concelho e sublinhou que estes momentos funcionam como uma retrospetiva temporal que honra o saber acumulado ao longo de gerações. Conforme explicou o vereador, «estes concursos direcionados para os produtos locais, como a broa de milho, o pão de ló, o melão casca de carvalho, continuam a ser fundamentais, i.e., âncoras fundamentais para em cada edição da Agrival — e sobretudo para manter esta tradição —, mais concretamente no que diz respeito à broa de milho”, acrescentando que “isto faz-nos recordar também no tempo, e sobretudo para homenagear aqui o trabalho, a arte de saber manter aqui estas tradições e aqui os sabores que são tão característicos aqui da nossa região”.
Participar no júri de produtos tradicionais como a broa de milho traz um duplo sentimento: por um lado, o orgulho de avaliar iguarias de altíssima qualidade; por outro, a enorme exigência de distinguir o melhor entre propostas de excelência. O próprio autarca referiu que “eu, por acaso, hoje tive o privilégio de fazer parte do júri… não tanto numa opinião tão qualificada, digamos assim, mas mais na de concorrer e no sentido de mais do que manter aqui a tradição, isto fez-me recordar também no tempo”.

Questionado sobre os critérios de avaliação aplicados às várias amostras a concurso, o vereador explicou que a tarefa foi altamente complexa devido ao nível generalizado de qualidade: «De facto, são, foram, são todas muito boas, mas depois, a pontuação, como tinha diferentes critérios, sobretudo tentei privilegiar o sabor e a textura. Apesar de serem todas muito boas, foi uma missão bastante complicada, mas sobretudo a questão do sabor que, como disse anteriormente, me fez recordar no tempo e que este produto também eu tanto aprecio”.
Para o executivo municipal, estes momentos festivos e competitivos na Agrival têm um cariz vital para o futuro económico e cultural do concelho e de toda a região envolvente. Concluindo sobre a relevância do certame, Henrique Martins reforçou que, “sem dúvida, sobretudo dada a sua matriz agrícola, acho que preservar estas tradições, aqui este concurso para além também da cebola, do pão de ló e do melão, acho que é essencial manter viva e sobretudo para homenagear e encorajar a que estas mãos que trabalham e que produzem estas obras de arte mesmo, que não se percam com o tempo”.







