A Câmara de Baião assinou um protocolo que irá permitir a construção de raiz ou a recuperação de habitações para famílias carenciadas do concelho, estando previsto o apoio a pelo menos seis famílias num ano, anunciou a autarquia.
O protocolo de cooperação institucional foi assinado entre a Câmara de Baião, a Fundação Manuel António da Mota (FMAM) e a Associação Habitat for Humanity Portugal.
As três entidades vão apoiar a construção ou recuperação das casas, ficando a autarquia responsável por apoiar na coordenação e direção da obra, por disponibilizar materiais e mobilizar máquinas e equipamentos de construção, entre outros.
Citado em comunicado, o presidente da Câmara de Baião, Paulo Pereira, lembrou que, “não só, mas sobretudo, em cenários de exceção marcados por acrescidas dificuldades socioeconómicas em certos agregados familiares, está reservado às autarquias locais um papel interventivo visando apoiar essas famílias em todos os domínios que permitam o combate à pobreza e à exclusão social conferindo-lhes a dignidade social que as mesmas merecem”.
“Estamos atentos e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para minimizar situações como essas”, garantiu.

José Pinho Silva, vice-presidente da Câmara Municipal de Baião, que tutela o pelouro dos Assuntos Sociais, corroborou das palavras de Paulo Pereira, reforçando “a missão da autarquia em potenciar as várias dimensões inerentes ao saudável funcionamento individual e familiar, procurando proporcionar uma resposta global e integrada às problemáticas sociais geradoras de exclusão. A assinatura deste protocolo é um passo muito importante nesta missão”.
A participação da Fundação Manuel António da Mota no protocolo surge da “forte ligação simbólica e afetiva a este território, mas também por verificar que a habitação é um direito consagrado para todos”, disse Rui Jorge Pedroto, acrescentando: “Com esta união de esforços, com o Município e a Habitat, iremos mobilizar todos as ajudas para resolver um maior número de carência habitacional, num curto período de tempo e a custos reduzidos”.
O protocolo envolve três parceiros, mas conta com a colaboração de toda a comunidade, sobretudo voluntários que “se organizam e ocupam o seu tempo a ajudar os outros”, como referiu a presidente da Direção Habitat, Helena Maria Pina Vaz.
A Habitat é uma associação que tem como princípio “ajudar, em colaboração com os donos da habitação, a construir a sua própria casa, num mundo onde todos têm direito a um lugar digno onde morar”
O protocolo agora assinado tem a duração de um ano e renova-se automaticamente caso as partes assim o entendam desde que haja lugar ao cumprimento dos objetivos anuais agora estabelecidos.




