O CDS de Paredes entregou na câmara municipal uma petição pública, com cerca de mil assinaturas, a pedir a redução do preço da água, anunciou hoje a concelhia democrata-cristã.
“O CDS solicitou ao executivo municipal a maior das atenções para este assunto que considera determinante para a melhoria da qualidade de vida de todos os habitantes do concelho de Paredes”, refere-se num comunicado enviado à Lusa.
A petição foi deixada ao presidente do município, o socialista Alexandre Almeida, que está a cumprir o seu primeiro mandato, depois de 24 anos de executivos do PSD.
O líder da concelhia, Miguel Garcez, acompanhado de outros dirigentes centristas, foram recebidos pelo chefe do executivo camarário. Nesse encontro, o CDS defendeu a reversão do contrato de concessão da água e saneamento naquele concelho.
Miguel Garcez justificou o pedido de reversão com os “custos elevados da água” e os “sucessivos incumprimentos” da concessionária no alargamento da rede de saneamento básico.
“A reversão do contrato tem de ser ponderada já”, sublinhou o dirigente democrata-cristão, citado no comunicado, acrescentando não haver “qualquer razão objetiva” para os munícipes pagarem “a água mais cara da região.
Câmara em negociações com a concessionária
O presidente da câmara, ouvido hoje pela Lusa, disse não pretender comentar a posição do CDS, porque estão a decorrer negociações com a concessionária, as quais, previu, deverão estar terminadas até ao final do ano.
Alexandre Almeida anunciou, entretanto, que em 2019 a autarquia vai avançar com tarifas sociais para o abastecimento de água e recolha de resíduos, o que vai permitir às famílias com menores rendimentos reduzir os custos daqueles serviços.









