A circulação ferroviária na Linha do Douro, entre as estações de Caíde (Lousada) e Marco de Canaveses, vai encerrar a partir do dia 26 de novembro, para a realização de obras, informou hoje a Infraestruturas de Portugal.
Segundo um comunicado da IP, “a implementação deste condicionamento torna-se imprescindível de modo a permitir a execução da segunda fase da empreitada de eletrificação e renovação integral deste troço, iniciada a 27 de julho”, numa extensão de quase 15 quilómetros.
Para minimizar “os impactos negativos decorrentes deste constrangimento”, serão disponibilizados transportes rodoviários alternativos, entre as duas estações, “em complemento à circulação de comboios nos percursos entre Porto e Caíde e Marco de Canaveses e Pocinho”.

IP acrescenta que a opção pelo encerramento à circulação foi definida e programada “em estreita colaboração com os operadores ferroviários, autarquias e associações de utentes”.
Ainda segundo a empresa, o encerramento assegura “importantes ganhos em termos do prazo de execução da empreitada, antecipando a conclusão da obra em cerca de cinco meses”. Traduzirá ainda, lê-se no comunicado, “poupanças ao nível financeiro, com uma redução de custos de cerca de 40%”.

A eletrificação daquele troço da linha do Douro, que permitirá a chegada dos comboios urbanos do Porto a Marco de Canaveses, está prevista e prometida pelos sucessivos governos há mais de uma década.
Em 2014, a obra chegou a arrancar, mas problemas com os projetos e com as dificuldades do empreiteiro levaram à suspensão dos trabalhos e resolução do contrato em 2017, já com o atual executivo, provocando descontentamento nos utentes, cansados dos avanços e recuos.
Recentemente, a Infraestruturas de Portugal procedeu a mudanças nos projetos iniciais, nomeadamente nas partes relativas ao rebaixamento de três túneis ferroviários, e foi lançado novo concurso, cuja empreitada, no valor de 10 milhões de euros, foi consignada em julho.










