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Covid-19: CIM do Tâmega e Sousa quer mudança de atitude na população e defende penalizações

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa defendeu hoje uma mudança de atitude da população servida pelo Hospital Padre Américo, em Penafiel, recusando que o confinamento se transforme em convívio familiar, e defendeu a aplicação de penalizações.

 

Gonçalo Rocha falava à Lusa no final da reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, que decorreu na Administração Regional de Saúde do Norte, tendo alguns dos presidentes das Comunidades Intermunicipais (CIM) participado por videoconferência.

Com o Centro Hospitalar Tâmega e Sousa [também conhecido por Padre Américo] no centro das preocupações do líder da CIM e sem que o governante tenha “apresentado soluções” para o que aquela unidade de saúde está a viver, o também presidente da Câmara de Castelo de Paiva virou o foco para a população.

“Todos têm de perceber que há limites” e que “não se pode fazer do confinamento um motivo de convívio familiar dentro de portas, pois esse é o perigo maior”, defendeu Gonçalo Rocha, insistindo que “tem de haver uma maior responsabilidade de todos os cidadãos”.

E prosseguiu: É fundamental. Nem que em última instância tenha de se penalizar quem não cumpra”.

Da sua intervenção na reunião, Gonçalo Rocha disse ter defendido o “reforço dos serviços públicos na Saúde Primária, com mais pessoas no atendimento presencial, no contacto com os utentes, porque muitas situações estão a ser encaminhadas para as urgências dos hospitais centrais”.

Em face do crescimento dos números de infetados, acrescentou: “pedi a realização de testes em zonas mais próximas das populações, situação que tem criado constrangimentos muito sérios, sobretudo a quem tem poucos recursos para se deslocar aos pontos de testagem”.

Gonçalo Rocha quer também “reforçar com meios humanos as autoridades de saúde local”, insistindo com o governante que terá de haver “condições para que o sistema, ao nível do Centro Hospitalar, funcione e, mesmo com outros hospitais a apoiar, dar resposta a quem precisa de aceder ao Serviço Nacional de Saúde”.

Sobre o que ouviu de Lacerda Sales, o autarca disse que “há vontade do Governo e do Ministério da Saúde de fazer uma melhor comunicação, mais rigorosa e mais simples, que seja entendível por todos [sobre os dados diários da covid-19 em Portugal]”.

Outro tema focado à Lusa por Gonçalo Rocha foi “o grande interesse [da parte do Governo] de estar próximo dos autarcas, perceber as suas sensibilidades e o que vão percebendo no terreno”.

A CIM do Tâmega e Sousa tem nove dos dez municípios que a constituem em confinamento parcial, num cenário em que Resende é o único concelho que fica fora das restrições.

Cento e vinte e um municípios estão desde 04 de novembro abrangidos pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

Ao abrigo do Estado de Emergência, os residentes nesta CIM estão também sujeitos a confinamento a partir das 13:00 dos próximos dois fins de semana e, no resto da semana, entre as 23:00 e as 05:00 até dia 23 de novembro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.275.113 mortos em mais de 51,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.103 pessoas dos 192.172 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

JFO // MSP

Lusa/fim

 

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