Diogo Rúben está de saída do comando técnico do Grupo Desportivo da Livração. O treinador, de 28 anos, que interrompe uma ligação de quatro épocas ao emblema do concelho de Marco de Canaveses, assume “diferença de ideias” com a nova direção.
Diogo Rúben, que chegou ao leme do Desportivo da Livração no inicio da temporada 2019/2020, confessa que a decisão de abandonar o cargo está relacionada com a “incompatibilidade de ideias” com o novo elenco diretivo, que assumiu funções no passado mês de janeiro.
“As nossas ideias não coincidiam a cem por cento com as da direção. Também nos fomos apercebendo que, se calhar, já não seríamos a opção escolhida para a próxima época. E com o desenrolar dos últimos três, quatro meses, com algumas situações que ali se foram passando, com as dificuldades que tivemos, e sem ter o auxílio necessário, chegamos à conclusão que estava na hora de sair. O futebol é feito de ciclos e, neste caso, o meu chegou ao fim”, revelou.
“É complicado querer fazer mais e melhor quando não há essa possibilidade, nem a ajuda necessária. O meu maior erro foi, ano após ano, pensar que poderíamos fazer algo mais, que poderíamos ter melhores condições e ter tudo mais organizado. O que é certo é que os anos foram passando e não houve melhorias significativas”, lamentou.
Diogo Rúben é grato “ao clube da terra” pela oportunidade que lhe foi concedida, na altura pela direção presidida por José Fernando Magalhães, de orientar pela primeira vez uma equipa sénior, mas confessa que também estava na altura de “sair da zona de conforto e procurar outros desafios, com objetivos diferentes e com outro tipo de condições”. “Mas saio de consciência tranquila, e isso é o mais importante”, vincou.

Esta temporada, o Livração passou por momentos de sobressalto no campeonato. Garantiu a permanência na 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (AFP) a duas jornadas do fim, mas passou várias semanas em zona de descida.
Terminou a prova na antepenúltima posição da tabela, logo acima da linha de água, com 34 pontos somados em 30 jogos, resultado de 7 vitórias, 13 empates e 10 derrotas.
Diogo Rúben reconhece que a época “não correu bem”, mas justifica o facto, sobretudo, pela dificuldade em recrutar jogadores para o plantel livracense.
“Começamos a trabalhar muito cedo, mas ainda na pré-época, quando andávamos a tentar novos jogadores para a equipa, apercebemo-nos que o Livração não era um clube visto como organizado. E logo aí tivemos dificuldades em montar o plantel, que ficou curto a nível de opções. Depois, houve gente que saiu a meio da época, e o plantel ficou mais curto. Com lesões e castigos ficamos ainda mais limitados e, com naturalidade, as dificuldades foram aparecendo”, explicou.
Quanto ao futuro, o jovem técnico está disponível para abraçar um novo projeto, mas confidencia que não espera voltar a treinar nos tempos mais próximos.
“Se me perguntarem se estou à espera de algo, honestamente tenho que dizer que não, porque nestas divisões procura-se por aquilo que têm sido os resultados e, principalmente nesta última época, não foram os melhores. Teria de ser alguém que conhecesse e se identificasse com o nosso trabalho”, diz.
Tal como Diogo Rúben, também o adjunto Daniel Saraiva está de saída do GD Livração. Já o treinador de guarda-redes, Tiago Magalhães, vai manter-se na estrutura do clube do concelho de Marco de Canaveses.
Até ao momento, a direção do emblema livracense não anunciou o nome do sucessor de Diogo Rúben no comando técnico da equipa sénior.








