InícioPolíticaMarco apela ao diálogo entre empresa e trabalhadores em greve

Marco apela ao diálogo entre empresa e trabalhadores em greve

A Câmara de Marco de Canaveses tem-se “preocupado em manter o diálogo”, incentivando um acordo entre a empresa concessionária da recolha de resíduos no concelho e os seus trabalhadores, que hoje iniciaram três dias de greve, disse à Lusa a presidente Cristina Vieira.

 

“Embora a Câmara Municipal não tenha qualquer poder decisório direto sobre as negociações entre a empresa e os trabalhadores naquilo que são as questões na base da greve, temos estado atentos e preocupados em manter um diálogo constante com as partes envolvidas, incentivando o entendimento mútuo e procurando conciliar os interesses de ambas as partes, a bem da manutenção deste serviço essencial à saúde pública de todos os munícipes”, afirmou a autarca.

Os trabalhadores da empresa que presta serviços de recolha de resíduos à Câmara de Marco de Canaveses, no distrito do Porto, iniciaram hoje uma greve de três dias, alegando que o empregador continua sem dar resposta às suas “legítimas reivindicações”, segundo fonte sindical.

O sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), em comunicado enviado à população, considera a greve uma “justa luta desde o seu início”, porque “os trabalhadores [da FCC Environment ] não têm tido resposta séria para resolver os seus problemas”.

Segundo o sindicato, “a empresa recusa-se a pagar um subsídio de penosidade e risco”, apesar de os trabalhadores “lidarem com lixo e resíduos de diversos tipos” e, por isso, “estão sujeitos a situações de penosidade e insalubridade”.

Indica-se, ainda, que os trabalhadores trabalham aos fins-de-semana e feriados, mas o seu vencimento base é o salário mínimo nacional”.

Do lado da empresa, num esclarecimento escrito enviado à Lusa, refere-se que, desde abril, foram implementadas as revisões salariais para o corrente ano, além das atualizações legais.

O empregador afirma, por isso, não entender a greve, mostrando-se surpreendida com aquela decisão dos trabalhadores.

A FCC Environment recorda, por outro lado, que nos “últimos anos registou-se uma evolução do valor do salário mínimo, quantificando-a em mais de 40%, nos últimos sete anos.

A propósito da presente situação, a presidente da câmara adiantou à Lusa que no âmbito da reunião para tentativa de conciliação entre as partes, para a qual foi convidada, “foi possível assegurar os serviços mínimos de forma a mitigar os impactos, sobretudo no centro da cidade, que estará naturalmente mais exposta à acumulação de resíduos devido à realização das Festas do Marco”.

A presidente apela à “compreensão e colaboração dos marcuenses para que adotem medidas preventivas e que evitem, tanto quanto possível, o depósito de lixo nos contentores durante o período da greve”, prometendo “continuar a acompanhar a situação de perto e procurar contribuir para soluções que permitam a resolução do impasse laboral”.

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