O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou hoje que a urgência do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa “não consegue dar respostas”, alertando para a ausência, em alguns dias, de enfermeiros “alocados a postos de trabalho”.
“O serviço de urgência do CHTS confronta-se por vezes, em alguns dias, com ausência de enfermeiros alocados a postos de trabalho”, lê-se numa nota de imprensa.
Segundo o SEP, “a permanência por tempo indeterminado de doentes internados no serviço de urgência por falta de vagas nos serviços de especialidade coloca em causa o processo de tratamento e reabilitação dos doentes”.
Ainda segundo aquela estrutura sindical, “o padrão de comportamento do Governo em não admitir os enfermeiros necessários atempadamente não merece qualquer tipo de desculpa”, recordando que “são conhecidas as necessidades sazonais das instituições de saúde”.
“É reconhecida a necessidade de contratar enfermeiros para dar resposta sazonais, mas ano após ano continua sem acontecer”, conclui-se o comunicado.
CHTS diz que “situação está a ser acompanhada e foram contratados mais enfermeiros”
Sobre a posição do SEP, fonte do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa referiu que “a situação está a ser acompanhada e foram contratados mais enfermeiros e assistentes operacionais que vão permitir, não só reforço do número de efetivos, como também a sua distribuição nos turnos e nos postos de trabalho”.
Assinalando que “o período sazonal leva a que se verifique um aumento da afluência ao serviço de urgência”, a administração assinalou que “foi definido um plano de contingência sazonal que tem levado a um aumento do número de camas e à afetação de mais recursos de acordo com as autorizações obtidas da tutela”.
O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, com unidades hospitalares em Penafiel e Amarante, serve uma população de cerca de 540 mil habitantes, de 12 concelhos.
Nas últimas semanas tem-se registado uma afluência elevada de doentes aos serviços de urgência dos dois hospitais.



