Mário Soares, líder histórico do PS, foi o político português (1924-2017) que conseguiu o melhor resultado eleitoral de sempre na democracia portuguesa, na sua reeleição para Presidente da República, em 1991.
No dia 13 de janeiro de 1991, na sua reeleição para um segundo mandato como Presidente da República, Soares concorreu com o apoio dos dois maiores partidos (PS e PSD) e obteve 70,35% e 3.459.521 votos.
Nas eleições de há 30 anos Mário Soares bateu Basílio Horta, à direita (14,16%), o comunista Carlos Carvalhas (12,92%) e Carlos Marques, dirigente da UDP (2,57%).
Para as atuais eleições, o Expresso noticiou, no ano passado, que o atual Presidente da República tinha como ambição igualar este feito de Soares em 1991, mas na sua primeira entrevista após anunciar a candidatura, em dezembro, afastou comparações: “Eu tenho muitos defeitos, mas não sou burro nem louco. Soares é irrepetível.”
E é irrepetível porque, há três décadas, o líder histórico do PS conseguiu o apoio dos dois maiores partidos, PS e PSD, justificou.
Em 47 anos de democracia, Mário Soares foi o político que mais vezes se apresentou a eleições em Portugal. Das oito vezes que concorreu, obteve cinco vitórias.
Foi a votos em 1975, para a eleição à Assembleia Constituinte, e às legislativas de 1976, 1979, 1980 e 1983 (eleições legislativas). Em 1986 e 1991 foi candidato presidencial.
Em 1999, candidatou-se ao Parlamento Europeu e venceu. Em 2006, aos 82 anos, foi a última vez que se apresentou a eleições, nas presidenciais, e perdeu para Cavaco Silva, ex-líder do PSD.
NS // SF
Lusa/fim










