O presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Armando Mourisco, afirmou hoje, em Marco de Canaveses, que os 11 municípios da região “estão na linha da frente” no trabalho que está a ser realizado, com o propósito de “encontrar e inventar soluções e novos caminhos” ma área ambiental
Para o também presidente da Câmara, de Cinfães, o trabalho que está a ser desenvolvido nas escolas do território dará frutos no futuro, mas lembrou que todos os cidadãos são chamados a colaborar no contexto da economia circular.
O presidente da CIM falava para uma plateia formada sobretudo por técnicos das 11 autarquias da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, a entidade organizadora da conferência.
Ao longo da tarde, técnicos municipais e representantes de organismos do Estado explicaram o trabalho que está a ser realizado no âmbito do Plano de Ação para a Economia Circular, envolvendo vários parceiros, agentes de desenvolvimento, empresas, associações e cidadãos.
Na prática, explicou-se, a estratégia da economia circular passa por “manter os recursos pelo maior tempo possível no sistema de produção e consumo”, introduzindo um “novo modelo económico” e um novo “pensamento sobre desenvolvimento sustentável”.
Nos trabalhos foram apresentados alguns exemplos de sucesso, incluindo de algumas empresas que têm sido apoiadas pelo Fundo Ambiental, com projetos inovadores que promovem a sustentabilidade ambiental.

No caso do Norte do país, as prioridades de atuação apontam para os setores da construção, transportes, têxtil, agroalimentar e resíduos, áreas onde se reconheceu haver muito trabalho a fazer, face ao atraso em relação a vários países europeus.
No encerramento dos trabalhos, o secretário-geral adjunto da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Cruz, exortou hoje as autarquias a “aprender umas com as outras” nas questões ambientais, aproveitando os “excelentes projetos”.
“Vale a pena estarmos atentos ao que se passa nos municípios vizinhos e há que aprender uns com os outros”, afirmou, quando discursava, em Marco de Canaveses, no encerramento de uma conferência sobre o papel das câmaras na “Economia Circular”.
O representante da ANMP insistiu que em todos os municípios há experiências positivas nas várias áreas e no ambiente também, “com excelentes projetos”, que podem ser adaptados às realidades de cada autarquia.
Por isso, defendeu, “a área ambiental permite às autarquias o poder da imaginação e de inventar coisas novas”.
Sugeriu depois que a informação e o esclarecimento da população, incluindo as crianças e os jovens em idade escolar, é uma das ferramentas que os municípios podem e devem promover no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido à escala nacional para potenciar o conceito da economia circular.





