Quinze das 20 corporações da região do Tâmega e Sousa estão a aderir à contestação da Liga Portuguesa de Bombeiros, tendo suspendido, desde as 00:00 de segunda-feira, a informação operacional ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).
Em causa está a reivindicação da Liga Portuguesa de Bombeiros de uma direção de bombeiros autónoma independente e com orçamento próprio, que diminua os custos e aumente a eficácia, um comando autónomo e o cartão social do bombeiro
As corporações de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cete (Paredes), Entre-os-Rios (Penafiel), Felgueiras, Lordelo (Paredes), Lousada, Marco de Canaveses, Paço de Sousa (Penafiel), Paços de Ferreira, Paredes, Rebordosa (Paredes) e Santa Marinha do Zêzere (Baião) não estão a dar informação das ocorrências ao CDOS.
Não aderiram à contestação as corporações de Baltar (Paredes), Freamunde (Paços de Ferreira), Lixa (Felgueiras) e Penafiel.
O Tâmegasousa.pt contou todas as corporações, recusou-se a responder a corporação de Vila Meã (Amarante) que, através do segundo comandante, disse apenas que “os Bombeiros de Vila Meã estão solidários com os bombeiros de Portugal”.
A suspensão de informação para o CDOS tem suscitado preocupação nas populações, mas as várias corporações que aderiram têm feito chegar comunicados a vários meios de divulgação, garantindo que não está em causa o socorro às populações.
Em declarações à Agência Lusa, a Autoridade Nacional de Proteção Civil garantia, na segunda-feira, que “a suspensão da informação operacional por parte dos bombeiros não está a colocar em risco a resposta pronta e eficaz no socorro às populações”.
A mesma posição foi tomada pela Liga.
A Liga dos Bombeiros Portugueses tem 470 associados, distribuídos por 435 corporações de voluntários, 19 são municipais, nove privativos, um batalhão de sapadores bombeiros, cinco companhias de sapadores bombeiros e um regimento de sapadores bombeiros distribuídos por todos os distritos do Continente e Ilhas.









