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Série televisiva sobre a vida de Eça de Queiroz em Havana filmada em Penafiel

A Assembleia Penafidelense transformou-se no escritório de Eça de Queiroz, em Havana, onde o escritor foi cônsul e pretendeu mudar a história daquela cidade de Cuba, entre os anos de 1872 e 1874.

Entre a realidade e a ficção, dois atores contracenam em ambiente cubano, onde os cenários da cidade de Penafiel se confundem com os cenários onde Eça fez história, num período conturbado de Cuba, em que a escravatura, nomeadamente de chineses, era ainda uma constante.

Por detrás das câmaras são dezenas de pessoas que entre o pedido de “silêncio”, “som” e “ação” vão dando forma ao enredo de 13 episódios que irá passar em horário nobre da televisão pública portuguesa.

 

Apresentação da série do Eça 9

 

Rodada em Portugal, nas cidades de Penafiel, Ílhavo, S. Pedro do Sul e Castelo de Vide, em Espanha e em Cuba, a série irá estrear na primavera de 2019 e retrata “um período quase desconhecido, mas muito conturbado da vida de José Maria Eça de Queiroz, que corresponde à sua primeira missão consular em Havana, Cuba”.

 

Filmagens na Câmara Municipal, Entre-os-Rios e Assembleia Penafidelense

Em Penafiel, as gravações decorrem em Entre-os-Rios, no Inatel, no edifício da Câmara Municipal, que viu hasteada a bandeira de Espanha em véspera de feriado da Restauração da Independência (01 de dezembro), e na Assembleia Penafidelense.

À gravação final da cena, precedem ensaios e mais ensaios para que tudo seja perfeito.

 

Apresentação da série do Eça 4

 

Entra Eça de Queiroz, interpretado por Elmano Sancho, vestido de fato branco e com o seu incontornável bigode. Segue-lhe Esteves, interpretado por Joaquim Nicolau, que aproveita o intervalo da cenas e ensaios para fotografar os muitos jornalistas que assistiram à apresentação da série.

Também a atriz Leonor Seixas, embora sem filmagens agendadas para a tarde de terça-feira, quis trocar os papéis e tirar algumas fotografias aos jornalistas.

 

Apresentação da série do Eça

 

Ensaio após ensaio, lá se iniciam as gravações finais, quatro vezes repetidas devido aos barulhos externos e que não faziam parte da época em Havana.

Aos jornalistas, executivo municipal e algum público foi pedido silêncio, “o mais possível”. Quase não se respirava na sala para não perturbar a filmagem.

Ao som da palavra “corta”, o barulho parecia surgir num segundo e tudo voltava ao normal.

 

Filmagens em Penafiel ajudam a divulgar e promover a cultura do concelho

Foi assim a gravação de uma das cenas da série que “vai ajudar a divulgar Penafiel, num contexto de promoção cultural do concelho que a autarquia tem vindo a implementar”, disse Antonino de Sousa, presidente da Câmara de Penafiel.

No final das gravações e na presença do presidente do Conselho de Administração do INATEL, Francisco Madelino, do diretor de programas da RTP, José Fragoso, e do realizador da série, Francisco Manso, as cenas foram dirigidas aos jornalistas.

 

Apresentação da série do Eça 7

 

Antonino de Sousa exaltou a “série de prestígio, com selo de qualidade da RTP”. O autarca agradeceu a parceria e a escolha de Penafiel, bem como a oportunidade dada a atores do concelho para integrar a série.

Parceiro no projeto é também a Fundação Inatel que, através do seu presidente, elogiou os intervenientes e colocou a fundação “ao dispor”.

O diretor de programas da RTP, José Fragoso, anunciou a data de estreia da série e lembrou a importância de projetos daquele género “para trazer aos espetadores registos históricos que perdurarão no tempo”.

Num ambiente descontraído e em que muitas perguntas se perfilavam, o realizador da série foi abrindo o pano do cenário que irá entrar em casa dos portugueses.

 

Apresentação da série do Eça 8

 

Francisco Manso agradeceu também as parcerias, “sem as quais o orçamento do projeto disparava”.

O realizador revelou que a série irá retratar um período da vida de Eça um pouco desconhecido, mas em que ele “se bate contra a escravatura, numa altura em que Cuba sofria grandes mudanças com guerra pela independência espanhola”.

“É um período da vida de Eça que retrata muito bem a defesa dos direitos humanos que, na altura, já era praticada em Portugal”.

São cerca de 50 atores que participam na rodagem da série e que vão estar, até ao dia 23 de dezembro, a filmar em Penafiel.

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